Como a fotografia pode transformar o olhar.

Texto retirado da QP, a revista da campanha QualPerfil

Matheus de Souza Magalhães tem 24 anos, é niteroiense, fotógrafo, empreendedor e comunicador. Apaixonado pela fotografia, criou a empresa  Câmera Coffee. A comunicação surgiu em sua vida aos 12 anos, quando um vizinho cinegrafista o presenteou com uma câmera de VHS, ele se interessou pelo audiovisual. Fez curso de formação em  radialismo e participou do projeto “Cinema para Todos”. Seu primeiro contato com a fotografia foi em uma oficina de formação da BemTv.

1) Como foi sua formação na BemTv?

Em 2013 fiz um curso de fotografia na BemTv com o professor  Marcelo Vale. Tive minha primeira experiência com a câmera, aprendi sobre lentes, luz, foco, abertura e diafragma. Não acho que a fotografia mudou minha mente, mas acredito que ela me transformou de certa forma, que falo que meus olhos são de cristais. O mundo que vivo é tão difícil,  passamos por situações que esquecemos de ver a beleza. Me permito a todo momento deixar que meus olhos vejam beleza, de uma forma sentimental e pessoal. E essa beleza eu chamo de esperança.

2) Como são seus trabalhos atuais?

Atuo na minha própria empresa de fotografia  faz 3 anos, a Câmera Coffee – o nome surgiu de uma brincadeira com os amigos, pois eu falava de café e câmera o dia todo. Que é justamente, para um amor quente um café forte. Registro o amor das pessoas – ensaios, casamentos, eventos, faço de tudo um pouco. Tento trazer para meus trabalhos uma  tendência no mundo da fotografia, buscar a essência da pessoa. Quero que a pessoa saiba que estou ali para retratar o melhor dela, não sou apenas um equipamento. Gosto da frase de um fotógrafo: “Não preciso criar nada, só preciso captar.” A beleza já está ali, preciso me tornar atento o bastante para saber captar.

3) Como você enxerga o universo de trabalho na área de comunicação e fotografia? 

Em  Niterói,  além de ser extremamente elitista, as pessoas tem muito racismo velado. Para um público específico como o empresarial, seu portfólio, suas fotos  e até a sua cor ditam o tipo de cliente que você vai ter. É difícil furar as bolhas. Porque é um mercado muito segmentado e estruturado. A fotografia é vista como arte, mas como levo para o campo comercial, também  é um produto. Tem que se lidar com pessoas e fazer negócio. Não se vende apenas fotos, se vende lembranças. Quando converso com um cliente, estou vendendo meu estilo, aquilo que capto. Então, estou me vendendo. É um mercado que tem espaço para todos mas é engessado e difícil de se manter.

Matheus "Qualperfil?"
Matheus Magalhães

4) Você já vivenciou alguma experiência de racismo?

Sim. Sempre quis trabalhar  com fotografia ligada a empresas, fotografar roupas, marcas, etc. Mas percebi que era um mercado muito difícil e eu não conseguia entrar. Certa vez, abordei uma loja, contei que era fotógrafo e pedi para falar com o gerente, a vendedora disse que eles já tinham fotógrafo e ele não iria querer falar comigo. Em outra situação, entrei em contato por e-mail e marquei uma reunião com a responsável da loja, ela não tinha visto fotos minhas, só a logomarca  da Câmera Coffee. A gerente tomou um susto quando me viu, na conversa ela deixou claro que não acreditava no meu domínio e experiência para cuidar da marca dela. Acabei migrando meu foco de trabalho para São Gonçalo, onde sou mais bem recebido.

5) Qual conselho você daria para alguém que quer trabalhar com fotografia?

Tire da sua mente a ideia de meritocracia. Você não precisa se provar para ninguém. Mantenha suas convicções, estilo e razões. Esqueça que você está numa corrida, e que o outro pode ter saído há anos luz na sua frente. Porque esse pensamento só te consome e te puxa para baixo. Eu me cobrava  aos vinte anos por não ter ganho nenhum prêmio, não ter minha própria empresa e nada de concreto. Quando isso saiu da minha cabeça, percebi que só tenho que agradecer pelo que já fiz e por estar vivo. Com a taxa de mortalidade de jovens negros hoje, eu poderia estar morto. Destrua as barreiras que a sociedade te constrói, seja feliz com você e aquilo que faz. E acima de tudo, ame o que você faz. Pois o que você faz é o que mais te  transforma.

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