Na última terça-feira, dia 24, foi realizada na Câmara Municipal de Niterói a audiência pública “Juventude quer Viver!”, levantando discussões a respeito da saúde mental e as políticas de segurança pública que queremos para a juventude de Niterói. 

A Frente PapaGoiaba esteve presente na audiência, levando a pesquisa  “A incidência do racismo na empregabilidade da juventude em Niterói e São Gonçalo”, estudo que foi desenvolvido pela Bem TV – Educação e Comunicação, em parceria com a Faculdade de Estatística da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que investigou de que modo o racismo estrutural incide na vida da juventude negra que busca entrar no mundo do trabalho.

Estiveram na mesa: Jaqueline Muniz (Professora do Departamento de Segurança Pública da UFF), Walkiria Nictheroy (UJS) e Helena Bretas (UNEGRO), Leonardo Giordano (vereador, PCdoB), Joaquim Jorge (Conselho de Igualdade Racial de Niterói), Graça Rafael (Pacto Pela Paz) e Raldo Bonifácio Costa Filho (diretor do Hospital Psiquiátrico de Jurujuba) e Márcia Corrêa e Castro, coordenadora da pesquisa “A incidência do racismo na empregabilidade da juventude em Niterói e São Gonçalo”.

“O projeto foi iniciado por uma organização da cidade que se chama BemTv. E isso começou porque a gente foi procurar dados sobre o desemprego da juventude negra em Niterói, e não haviam dados, não há esse recorte. Você até consegue identificar desemprego e juventude, desemprego população negra, mas o jovem negro que tá desempregado, que tá subempregado, isso não tem dados na cidade de Niterói. E o que isso tem a ver com essa audiência pública? Isso tem  a ver porque a violência letal, em geral tá relacionada a outros tipos de violência. Todo mundo sabe que um jovem que tem perspectiva de vida têm acesso a educação, tem acesso a emprego, tem acesso a renda ele vai tá muito menos vulnerável a violência letal do que um jovem que não acessa a escola, não acessa a educação ou que acessa de maneira precária, que não tem perspectiva de emprego, tá subempregado e é por isso que a gente foi estudar”, conta Márcia Corrêa e Castro.