No Brasil a cada ano, cerca de 20% das crianças que nascem são filhas de adolescentes. A Pesquisa Nacional em Demografia e Saúde, de 1996, mostrou que 14% das adolescentes já tinha pelo menos um filho e as jovens mais pobres apresentavam fecundidade dez vezes maior. Entre as garotas grávidas atendidas pelo Sistema Único de Saúde, no período de 1993 a 1998, houve aumento de 31% dos casos de meninas grávidas entre 10 e 14 anos.
A sociedade brasileira, no entanto, não está preparada para lidar com a maternidade/ paternidade dos adolescentes brasileiros. Meninos e sobretudo meninas que se tornam pais ou mães, terminam tendo seus direitos violados, interrompendo seus estudos quer seja para cuidar da criança recém-nascida, quer seja para trabalhar visando sustentá-la. Embora toda mãe trabalhadora tenha, em nosso país, o direito de afastar-se (licença maternidade) a fim de garantir a amamentação do bebê, esse benefício ou outro similar não é previsto – sequer pensado – no caso de mães que tenham seus bebês enquanto estudam.
Em parceria com o Unicef, a Bem TV desenvolveu o kit “Entre Fraldas e Cadernos” a ser distribuído a escolas públicas. Ele é composto de um conjunto de 30 fotonovelas (destinadas a alunos), um guia metodológico voltado para o professor e cartazes sobre a relação gravidez x estudo para serem espalhados na escola. O material é auto-explicativo e tem por objetivo discutir com gestores escolares, professores e adolescentes estudantes o tema da gravidez na adolescência: o que fazer para prevenir, como proceder caso a maternidade já seja uma realidade.
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